Saudação à Diocese de Santos de Dom Tarcísio Scaramussa,SDB

13-9-14-MISSA DE POSSE BISPO COADJ DIO SANTOS (549)
Dom Tarcísio Scaramussa,SDB, Bispo Diocesano de Santos

Saudação à Diocese de Santos

Aos irmãos e irmãs da Igreja de Santos,
graça e paz no Senhor.
Quando iniciei meu ministério nesta Igreja de Santos, enviado pelo Papa Francisco como bispo coadjutor, recordei suas palavras que assumi como um inspiração para esta missão:
. Recordar sempre que “no início de nosso caminho vocacional, há uma eleição divina. Fomos chamados por Deus, e chamados para permanecer com Jesus…”
. Recordar sempre que somos chamados para anunciar o Evangelho: Não se trata simplesmente de abrir a porta para acolher, mas de sair pela porta afora para procurar e encontrar…. Decididamente pensemos a pastoral a partir da periferia, daqueles que estão mais afastados, daqueles que habitualmente não frequentam a paróquia. Também eles são convidados para a Mesa do Senhor”.
. E recordar sempre que somos chamados a promover a cultura do encontro:“Temos de ser servidores da comunhão e da cultura do encontro…. O encontro e o acolhimento de todos, a solidariedade e a fraternidade são os elementos que tornam a nossa civilização verdadeiramente humana”.
Estas palavras continuam bem vivas em minha mente e em meu coração, agora confirmado como Bispo Diocesano de Santos. Penso que elas resumem a proposta da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, oferecida pelo Papa Francisco como um programa de governo (Cf. EG 25).
Renovo minha disponibilidade para servir a todos, vivendo em comunhão, na diversidade de carismas e ministérios, e no diálogo com todos, dentro e fora da Igreja. Junto com os presbíteros – colaboradores mais imediatos no pastoreio do povo de Deus, a quem servimos “na pessoa de Cristo cabeça” -, com os diáconos, e com todos os fiéis leigos e leigas, guiados pelo Espírito Santo, queremos ser uma Igreja acolhedora, missionária, misericordiosa e servidora dos pobres, na fidelidade ao Evangelho.
Penso que meu lema episcopal “E habitou entre nós” (Jo 1,14), pode também ser inspirador para toda a nossa Igreja neste momento, pois nos recorda a encarnação de Jesus Cristo que veio a nós como missionário do Pai. Somos chamados a continuar a missão que nos deixou, indo ao encontro das pessoas, em especial dos pobres e dos que se encontram nas periferias da vida! Tarefa que exige conversão pastoral, para termos “a mesma generosidade de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por nós se tornou pobre para nos enriquecer com sua pobreza” (Cf. 1 Cor 8,9).
Confio-me à oração de todos e à proteção de Maria, Mãe da Igreja e Auxiliadora, Senhora do Rosário, patrona da Diocese.
Santos, 06 de maio de 2015