Como criar o SAV e a EPV

Como criar o SAV e a EPV
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Atendendo às necessidades da grande missão da Igreja, a Diocese de Santos, no Plano de Evangelização, segue a exigência do Papa Francisco para uma “Igreja em saída”. O Plano apresenta ações concretas para que a Igreja de Santos esteja cada vez mais próxima da sociedade. Dentre estas ações está a criação e ampliação de pastorais, movimentos, organismos de nossa diocese.
Neste contexto, e conforme é pedido no Plano Diocesano de Evangelização, em seu Programa 2 – IGREJA, CASA DA INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ, a Pastoral Vocacional da Diocese de Santos vem propor dicas de como REESTRUTURAR O SERVIÇO DE ANIMAÇÃO VOCACIONAL (SAV) e implementar uma EPV (Equipe de Pastoral Vocacional) na sua paróquia (Cf. página 23 do Plano Diocesano de Evangelização).
LEMBRANDO SEU OBJETIVO: Implantar e promover a Animação Vocacional em todos os níveis (Diocese, Região, Paróquias e Comunidades) como dimensão fundamental da pastoral eclesial.
Quem chamar?
Casais comprometidos com a comunidade, que tenham consciência da importância do trabalho vocacional e que sejam conscientes de sua vocação. Pessoas que falem a linguagem dos jovens, sejam animados, usem dos mesmos meios de comunicação. E chamar também Jovens vocacionados que se interessem em promover as vocações.
Como se reunir?
Na própria comunidade essa equipe pode se reunir semanalmente ou quinzenalmente para articular a animação vocacional da Paróquia própria e das suas comunidades. Terços, Hora Santa vocacional, Cartazes Vocacionais, Orações pelas vocações durante as missas. A Pastoral Vocacional da Diocese de Santos, promove também sempre nos primeiros sábados de cada mês, às 10h, a missa chamada “Amigos do Seminário”, e entrega a todos um subsídio como proposta para um encontro vocacional paroquial por meio de orações, formações, Terços, Lectio Divina, Adoração Vocacional e muitos outros. Participem! A frequência dos encontros podem ser conforme a realidade de cada paróquia: semanal, quinzenal ou mensal;
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Identidade da Pastoral Vocacional
A Equipe de Animação Vocacional Paroquial é aquela que anima as vocações. Ela não está aí para ‘retirar’ membros de outras pastorais, mas para ajudá-las a implementar a Cultura Vocacional em conjunto com os membros das outras pastorais, já que “todos os membros da Igreja, sem exceção, têm a graça e a responsabilidade do cuidado pelas vocações”. (Pastores Dabo Vobis, n.41).
A Equipe de Animação Vocacional é fortificada pela vida eucarística e pela escuta da Palavra de Deus. Ela não deve se distanciar nunca da oração, pois é ela que unifica e fortifica seus membros para a missão da Igreja, anunciando e ajudando os jovens a discernir qual a Vontade de Deus em suas vidas.
Serviço
Promover encontros vocacionais em nível paroquial, convidar e organizar a visitar a congregações e institutos religiosos, participar dos eventos vocacionais em nível diocesano (Dia do Coroinha, Missa dos Amigos do Seminário, etc). Rezar por todas as vocações: Sacerdotal, Religioso(a), Consagrado(a), Leigo e Familiar. Estar sempre disponível para aconselhar e ouvir os jovens no discernimento vocacional. Escutar suas dúvidas, angústias, curiosidades, preocupações, e inspirados pelo Espírito Santo acompanhar cada jovem que os procurar.
Passos para desenvolver bem um itinerário de Cultura Vocacional na sua paróquia, através da criação ou reestruturação do Serviço de Animação Vocacional paroquial
A)Encontro com Jesus Cristo: Jesus Cristo é aquele que escolhe e chama. O discípulo experimenta a gratuidade e o amor de predileção na escolha . “Ele nos amou por primeiro” (1Jo 4,19). Lembremos dos encontros bíblicos: Nicodemos, A Samaritana, Zaqueu, Maria… Só pode indicar um caminho seguro aquele que já percorreu esse caminho ou sente-se feliz no caminho que está percorrendo.
B)A Conversão: É extremamente verdade que precisamos abrir para novos horizontes e deixar que o Espírito aja livremente nas nossas atividades vocacionais. Mas é preciso não olhar apenas para trabalhos externos. Faz-se necessário converter o interior de nossos trabalhos pastorais. Precisamos redescobrir o valor da vocação a partir do itinerário: vida, batismo (comunidade) e vocações específicas. Urge a necessidade de uma comunidade que sinta-se vocacionada. É extremamente necessário uma conversão na nossa maneira de compreender-nos Igreja.
C)O Discipulado: Quando compreendemos que todos devemos trabalhar pelas vocações, porque todos somos vocacionados (processo da conversão), verificamos que “amadurecemos constantemente no conhecimento, amor e seguimento de Jesus Cristo” DOCUMENTO DE APARECIDA P. 129.)
É uma dinâmica vivencial que nos aproxima do Senhor do chamamento e liga-nos a escutar o que Ele quer, transformando o Seu querer no nosso querer. Com os olhos fixos no Mestre Jesus Cristo que “formou pessoalmente a seus discípulos” (DOCUMENTO DE APARECIDA. P 128) percebemos como também devemos fazer. Cristo nos dá o método e itinerário: ‘Venham e vejam’ (Jo 1,39). ‘Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida’ (Jo 14, 6).
D)A Comunhão – “Não pode existir vida cristã fora da comunidade: nas famílias, nas paróquias, nas comunidades de vida consagrada, nas comunidades de base, nas outras pequenas comunidades e movimentos”. (DOCUMENTO DE APARECIDA P. 130 -131). Nesse ponto, “a pastoral vocacional consiste essencialmente em iniciar a participação, em modo concreto e ativo, na vida e missão da Igreja Particular”. Sentir-se comunidade cristã, é também sentir-se comunidade chamada a vivenciar um projeto de amor, do qual o Senhor nos propõe. (PASTORAL DAS VOCAÇÕES. Documento Conclusivo do II Congresso Internacional de Bispos e outros responsáveis pelas Vocações Eclesiásticas). Sensibilizamos toda a comunidade cristã, que já passou pelos processos de encontro, conversão, discipulado e agora une-se para suplicar: “Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie operários para a sua colheita” (Mt 9,38). A comunidade de vocacionados é capaz de suplicar porque sente-se chamada a colaborar nesse processo de “vocacionalização”. Nela (comunidade) passa-se a ter os mesmos sentimentos de Cristo, que sente compaixão e indica caminho: “Pedi, pois ao dono da colheita…”. Em Marcos, a passagem da multiplicação dos pães é antecedida pelo Senhor que “sente compaixão de seu povo”. Uma comunidade que reza pelas vocações é capaz de perceber as necessidades que a circunda.
E) A Missão: “O discípulo, à medida que conhece e ama o seu Senhor, experimenta a necessidade de compartilhar com os outros a sua alegria de ser enviado, de ir ao mundo para anunciar Jesus Cristo, morto e ressuscitado, e tornar realidade o amor e o serviço na pessoa do mais necessitados, em uma palavra, a construir o Reino de Deus”. (DOCUMENTO DE APARECIDA. P. 130). Falar de Cultura Vocacional é enxergar que a comunidade cristã é o primeiro lugar onde se manifesta a profecia, a novidade e a radicalidade. A comunidade cristã tem sempre a tentação de acomodar-se delegando a alguns a tarefa e o empenho do trabalho vocacional. A estes cabe a articulação e motivação, mas não podemos delegar a poucos o que é de todos. A Cultura Vocacional é possível desde que, em comunidade que é a Igreja, assumamos um caminho do qual todos sintam-se participantes e que o Encontro com Jesus nos impulsione a converter-nos. Que a Conversão nos conduza ao discipulado. O Discipulado nos indique a comunhão como razão de doar-se. Que a Comunhão nos direcione à missão. E a Missão encaminhe a iluminar a muitos para a escuta e o diálogo na proposta que o chamamento do Senhor nos dirige.
(fonte: http://www.diocesedesantos.com.br/wp-content/uploads/2016/10/182_out_NET.pdf)