31/10/15 – 14ª Assembleia Diocesana de Pastoral

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A Diocese de Santos realizou a sua 14ª Assembleia Diocesana de Pastoral (Pós-Sínodo 2000), no dia 31 de outubro, no Liceu Santista, reunindo cerca de 250 agentes de pastorais, seminaristas, religiosos, diáconos e sacerdotes das 47 paróquias, distribuídas nas nove cidades da Baixada Santista (Santos, São Vicente, Guarujá, Bertioga, Cubatão, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe).
A Assembleia (organizada pela Coordenação Diocesana de Pastoral) foi presidida pelo Bispo Diocesano Dom Tarcísio Scaramussa,SDB, e teve como tema “Igreja acolhedora e missionária”, e como lema “Vós sois o sal da terra e a luz do mundo”(Mt 5,13-14). Também participou do encontro o Bispo Emérito Dom Jacyr Braido,CS.
A Oração Inicial e leitura da Palavra trouxeram a motivação para que todos se colocassem em atitude de oração, para celebrar a presença de Deus na caminhada de evangelização na Baixada Santista, e em comunhão com toda a Igreja. A Assembleia Diocesana dá sequência aos Círculos Bíblicos e às Assembleias Paroquiais de Pastoral que vinham sendo realizados desde julho na paróquias, como parte da elaboração do Plano de Evengelização para os próximos anos. Este processo tem como base as Diretrizes do Sínodo Diocesano (1994-2000), as DGAE (2015-2019/CNBB), Documento de Aparecida (2007), Evangelii Gaudium (Papa Francisco) e o Ano da Misericórdia.
Após a oração, Dom Tarcísio falou sobre as urgências da evangelização, o contexto da Baixada Santista, e a convocação do Papa Francisco para sermos uma Igreja acolhedora, misericordiosa, em permanente estado de missão, critérios que que devem nortear nossa ação pastoral nos próximos anos (veja o Texto-Base nas páginas 10 e 11).
Dentre os nossos desafios pastorais locais, o Bispo destacou a “realidade do mundo do trabalho no maior Porto da América Latina; a Pastoral do Turismo, a situação da pessoa idosa, os desafios do mundo da Educação (que envolve milhares de jovens e profissionais), além da realidade de extrema miséria e violência que afeta milhares de pessoas em nossas cidades. Realidades que exigem de nós sairmos de nossos comodismos, criamos a cultura do encontro e buscar novas respostas pastorais”.
Depois, em grupo, os agentes discutiram a pergunta: “Como sermos uma Igreja acolhedora, missionária, misericordiosa na Baixada Santista?”. As respostas foram apresentadas em plenário, e servirão também como indicações que serão contempladas no Plano de Evangelização, que será elaborado nos próximos meses.
(Algumas respostas do trabalho em grupo)
Promover a cultura do encontro.
Sair do comodismo, conversão.
Acolhida é tarefa de todos: secretários, padres, leigos…
Homilias melhor preparadas.
Comunidades, lugar de humanização: que a pessoa se sinta envolvida, pertencente, não anônima.
Formação para a missão.
Testemunhar a fraternidade.
Conhecer a realidade para ir ao encontro; Pastorais devem ser missionárias, sair da zona de conforto.
Escutar os que estão fora da Igreja.
Desburocratizar a ação evangelizadora.
Flexibilizar os horários.
Devemos amar, viver, sonhar, sentir como Jesus, pois somos uma Igreja acolhedora, misericordiosa.
Em cada paróquia reativar a equipe missionária (Comipa).
Terço nas praças.
Ser Igreja proativa, agir antes e não apenas “apagar incêndio”.
Abandonar as estruturas “prédio” e ir ao encontro das pessoas que não vêm à Igreja.
A cordialidade é o maior sacramento.
Primeiro passo: comunhão e unidade das pastorais (não dá para ser isolado).
Saber a diferença entre acolhida e acolhedora.
Abrir espaços, criar atração.
Anonimato é um problema na acolhida.
Viver em comunidade, pois o “grande” às vezes dificulta.
Maior entrosamento nas Comunidades Paroquiais para a criação de ações coletivas transformadoras.